Síndrome
de Down
O
que é?
Saiba um pouco sobre a síndrome
de Down
A Síndrome de Down é
uma alteração genética,
que ocorre durante a divisão
celular do embrião. O indivíduo
com Síndrome de Down possui
47 cromossomos (e não 46),
sendo o cromossomo extra ligado ao
par 21. Intimamente ligada a um excesso
de material cromossômico, tem
nítida relação
com a idade dos pais. Quanto mais
idosos eles forem maior a probabilidade
de gerarem um filho com essa Síndrome,
que vem necessariamente associada
a um comprometimento intelectual e
a uma hipotonia, a redução
do tônus muscular. Não
está vinculada a consangüinidade,
isto é, laços de parentesco
entre os pais.
Esta alteração genética
pode ser apresentar de 3 formas:
Trissomia
21 padrão
- Cariótipo:
47XX ou 47XY (+21)
- Indivíduo apresenta 47 cromossomos
em todas as duas células, tendo
no par 21 três cromossomos. Ocorre
em aproximadamente 95% dos casos.
Trissomia por translocação
- Cariótipo:
46XX (t 14;21) ou 46XY (t 14;21)
- O indivíduo apresenta 46 cromossomos
e o cromossomo 21 extra está
aderido a um outro par, em geral o 14.
Ocorre em aproximadamente 3% dos casos.
Mosaico
- Cariótipo:
46XX/47XX ou 46XY/47XY (+21)
- O indivíduo apresenta uma mistura
de células normais (46 cromossomos)
e células trissômicas (47
cromossomos). Ocorre em aproximadamente
2% dos casos.
Para desenvolver todo seu potencial,
a pessoa com síndrome de Down
necessita de um trabalho de estimulação
desde seu nascimento. Ela faz parte
do universo da diversidade humana e
tem muito a contribuir com sua forma
de ser e sentir para o desenvolvimento
de uma sociedade inclusiva.
COMO DESCOBRIR
• Diagnóstico Pré-natal
Atualmente existem disponíveis
algumas técnicas para detectar
a Síndrome de Down durante a
gravidez. No entanto, tais exames só
são recomendados em casos em
que existam fatores que indiquem uma
probabilidade maior do casal ter um
filho com Síndrome de Down. Isto
porque as técnicas empregadas
acarretam riscos associados tanto para
a mãe quanto para o feto.
Quando pode ser recomendado
um exame pré-natal
• Quando a mãe tiver 35
anos ou mais.
• Quando o casal já tiver
um filho com Síndrome de Down
ou com outra alteração
cromossômica.
• Quando um dos pais tiver uma
translocação cromossômica
balanceada.
• Quando os pais tiverem desordens
cromossômicas.
Questões
éticas
Embora, exista a possibilidade
de se diagnosticar a Síndrome
de Down antes do bebê nascer,
até o momento não existe
nenhuma forma de tratamento para evitar
a Síndrome de Down a não
ser a interrupção da gravidez
(aborto).
Por este motivo é importante
que o médico esclareça
aos pais antes da realização
do exame o que vai ser possível
conhecer através dos resultados.
A decisão de interromper a gravidez
(aborto), embora seja permitida em alguns
países, é uma prática
ilegal no Brasil.
Técnicas
de Diagnóstico Pré-natal
Amniocentese
Realizada entre a 14ª e 16ª
semana de gravidez. Consiste na coleta
do líquido amniótico através
da aspiração por meio
de uma agulha inserida na parede abdominal
até o útero. Este líquido
vai ser então utilizado para
uma análise cromossômica.
O resultado demora de 2 a 4 semanas.
Atualmente os riscos de aborto ou dano
ao feto são pequenos.
Amostra
de vilocorial
Realizada entre a 8a
e 11a semana de gravidez. Consiste na
retirada de amostra do vilocorial, um
pedaço de tecido placentário
obtido por via vaginal ou através
do abdômen. As vantagens deste
procedimento sobre a amniocentese são
de que há possibilidade de realização
mais cedo e os estudos cromossômicos
permitem resultados mais rápidos.
Os riscos de aborto são maiores
do que na amniocentese.
Ultra-sonografia
Este exame permite
levantar a suspeita da Síndrome
de Down através de alguns achados
ultra-sonográficos: membros curtos
(principalmente encurtamento do fêmur),
braquicefalia, pescoço curto
e largo, ponte nasal deprimida, dedos
largos, prega simiesca, hipoplasia da
segunda falange do 50 dígito,
espaço aumentado entre o hálux
e os demais artelhos, cardiopatia e
atresia duodenal.
Este conjunto de sinais sugere a presença
da Síndrome de Down no feto.
Neste caso, o médico pode orientar
a gestante a submeter-se a outros exames
para confirmação do diagnóstico.
Dosagem
de alfafetoproteína materna
Consiste na triagem
de alfafetoproteína no sangue
de mulheres grávidas. Tem-se
verificado que níveis baixos
de alfafetoproteína estão
relacionados às desordens cromossômicas,
em particular com a Síndrome
de Down.
Observação: Quando os
resultados destas últimas duas
técnicas indicarem alterações,
outros exames deverão ser realizados.
Aconselhamento
genético
Sem dúvida o
aconselhamento genético antes
do estabelecimento de uma gravidez é
a prática preventiva mais satisfatória.
O médico deve considerar todos
os fatores que poderiam aumentar a probabilidade
que o casal tem de gerar um filho com
Síndrome de Down, tais como:
idade dos pais, ocorrência de
outros casos na família, alterações
cromossômicas nos pais etc.
Os pais devem ser esclarecidos sobre
estas probabilidades para poderem realizar
conscientemente o planejamento familiar.
ORIENTAÇAO
Toda criança
com síndrome de Down deve ser
acompanhada por um serviço de
estimulação precoce desde
os primeiros meses de vida para orientação
fisioterápica e fonoaudiológica.
Período
de lactação (0 –
1 ano)
:: geneticista para cariótipo
e acompanhamento
:: avaliação pediátrica
de rotina
:: avaliação cardiológica
:: avaliação otorrinolaringológica
:: dosagem hormonal – T4, T4 livre,
TSH
:: avaliação oftalmológica
( na presença de alterações
oculares tipo estrabismo/nistagno)
:: programa normal de vacinação
:: realizar uma consulta ao dentista
para orientações
1ª
Infância ( 1 – 4 anos)
:: avaliação pediátrica
:: avaliação otorrinolaringológica
– uma vez por ano
:: radiografia de coluna cervical em
perfil para avaliação
das articulações atlanto-axial
e atlanto-occipital
:: consulta com o dentista – uma
vez a cada 6 meses
:: avaliação oftalmológica
– aos 4 anos
:: dosagem hormonal – T4, T4 livre,
TSH, uma vez por ano
:: reforço para hábitos
alimentares, prevenção
de obesidade
:: programa normal de vacinação
:: escolaridade (escola de educação
infantil da rede regular)
2a.
Infância (5 – 12 anos)
:: dosagem hormonal – T4, T4 livre,
TSH, uma vez por ano
:: consulta com dentista – uma
vez por ano
:: avaliação oftalmológica
– anualmente a partir dos 10 anos
:: radiografia de coluna cervical em
perfil – aos 12 anos
:: hemograma completo duas vezes por
ano
:: acompanhamento clínico periódico
:: escolaridade (escola da rede regular)
Adolescência
(13 – 20 anos)
:: consulta com dentista – uma
vez por ano
:: avaliação oftalmológica
– anualmente a partir dos 10 anos
:: radiografia de coluna cervical em
perfil – aos 18 anos
:: dosagem hormonal – T4, T4 livre,
TSH, uma vez por ano
:: hemograma completo duas vezes por
ano
:: acompanhamento clínico periódico
:: atenção para desenvolvimento
psicológico: ajuste familiar,
orientação sexual
:: escolaridade
:: atividades extra-curriculares: esportes,
artes, música
:: profissionalização
DICAS
BIBLIOGRAFIA Síndrome de Down
1. Siegfried Pueschel (organizador).
Síndrome de Down: guia para pais
e educadores; editora Papirus; 1993;
Campinas.
2. Claudia Werneck.
Muito prazer, eu existo - um livro sobre
o portador de Síndrome de Down;
editora Memnon, São Paulo, 1992.
3. Coleção
“Meu amigo Down”; editora
WVA, Rio de Janeiro, 1995.
4. Ruy do Amaral Pupo
Filho. Síndrome de Down: e agora
doutor?; editora WVA, Rio de Janeiro,
1996.
5. Jesús Flórez
e María Victoria Troncoso. Síndrome
de Down y Educación; editora
Masson; Barcelona; 1991.
6. José Salomão
Schwartzman e colaboradores. Síndrome
de Down; editora Mackenzie-Memnon; São
Paulo, 1999.
7. Zan Mustachi &
Sergio Peres. Genética Baseada
em evidências – Síndromes
e Heranças. CID Editora; São
Paulo; 2000.
8. Eugênia Augusta
Gonzaga Fávero. Direitos das
Pessoas com Deficiência. Editora
WVA; Rio deJaneiro;2004.
9 BLASCOVI-ASSIS, Silvana Maria. Lazer
e Deficiência Mental : O Papel
da Família e da escola em uma
proposta de educação pelo
e para o lazer. CAMPINAS : PAPIRUS,
1997.112 p.
FONTES
DE CONSULTA SITE ENTREAMIGOS
|